ÁREAS DE ATUAÇÃO

Dados do balanço da movimentação de passageiros e de ônibus ocorrido no feriado de Corpus Christi em 2020, bem como seu comparativo com os anos anteriores (2019 e 2018), estão disponíveis aqui. Como impacto do distanciamento social causado pela prevenção ao coronavírus (covid-19), a Rodoviária de BH registrou queda de 72% no número de partidas e de 78% no de chegadas, em comparação com 2019. Além disso, houve redução de 80% no volume de embarques e de 85% no de desembarques, em relação à movimentação no ano anterior.

Os destinos mais procurados saindo da Rodoviária de BH foram: São Paulo, São José do Rio Preto e Campinas, no estado de São Paulo; no estado do Rio, a capital, Rio de Janeiro; Vitória, Guarapari e Conceição da Barra, no estado do Espírito Santo; as capitais Brasília, Goiânia e Curitiba. Os destinos mais procurados em Minas Gerais foram: Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Governador Valadares, Itabira, Teófilo Otoni, Juiz de Fora, Itabirito, Montes Claros, São João del-Rei e Ipatinga.



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Em função do feriado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (11/6), a Rodoviária de BH trabalha com a expectativa é que sejam realizadas em média, 169 partidas diariamente, entre os dias 10 e 15/6, com previsão diária de 2.529 passageiros embarcando. Quanto às chegadas, a expectativa é de que, em média, 156 ônibus por dia cheguem ao Terminal, com cerca de 2.360 passageiros desembarcando diariamente, nesse período.

Ao todo, a previsão é de que aproximadamente 29 mil pessoas transitem pela Rodoviária, no período de seis dias que compreende o feriado em 2020 (de 10 a 15/6). Estima-se que cerca de 1 mil partidas e de 930 chegadas sejam realizadas no Terminal. Além disso, em torno de 15 mil passageiros devem deixar a capital mineira, e 14 mil pessoas devem desembarcar na Rodoviária, durante esse período.

Em relação a 2019, a expectativa, em 2020, é de que, para o mesmo feriado, a Rodoviária registre uma redução de 74% nas partidas, de 82% no número de embarques, de 76% nas chegadas e de 82% no volume de desembarques. A queda prevista na movimentação é reflexo do distanciamento social devido à pandemia do coronavírus (Covid-19).

Os destinos mais procurados saindo do Terminal são: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Vitória, Guarapari, Conselheiro Lafaiete, Governador Valadares, Montes Claros, São João del-Rei, Santa Bárbara, Ouro Preto, Itabira, Juiz de Fora e Divinópolis.

Clique aqui e veja os dados detalhados dos anos anteriores e da previsão para este ano.

Orientações aos passageiros

Em face da pandemia do coronavírus (Covid-19), a Administração da Rodoviária de BH solicita a cooperação dos usuários no sentido de que apenas quem for viajar entre no Terminal durante este período. Após as 23h30, o acesso é restrito a usuários com passagens, com entrada concentrada entre as plataformas D e E.

As empresas de transporte têm adequado linhas de viagem e horários, sendo importante que o passageiro as consulte previamente para confirmar as viagens disponíveis. O uso de máscaras também é imprescindível.

A Rodoviária de BH tem adotado várias medidas preventivas e educativas, em alinhamento com as diretrizes legais e em favor do bem-estar dos usuários. Outras informações estão disponíveis em: www.codemge.com.br/nota-rodoviaria-de-bh-e-coronavirus.



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O presidente Dante de Matos desligou-se da diretoria e dos Conselhos de Administração da Codemge/Codemig. Em 1/6/20, foi realizada uma reunião extraordinária do Conselho de Administração, para eleição de novo presidente do referido Conselho e do Diretor-Presidente para as empresas.

O novo Diretor-Presidente eleito em caráter de interinidade, conforme orientação do acionista Estado de Minas Gerais, é Fábio Amorim da Rocha. Integrante dos Conselhos de Administração da Codemge e da Codemig, Fábio é executivo dos setores elétrico, jurídico e regulatório, com carreira desenvolvida nessas áreas e em outras.

Ainda como resultado da eleição, Sérgio Cavalieri, que já desempenhava a função de conselheiro, foi escolhido o novo presidente do Conselho de Administração.



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Com investimentos de R$ 13,5 milhões, iniciativas vão oferecer mais conforto e segurança para usuários de rodovias mineiras

A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) celebrou dois novos convênios com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), com interveniência da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra). Ambos foram publicados este mês e contribuem para oferecer cada vez mais conforto e segurança aos usuários de rodovias mineiras. Ao todo, o Governo de Minas Gerais está investindo R$ 13,5 milhões nas duas iniciativas.

O Convênio 10.953/2020 permitirá a execução das obras de recuperação funcional de 19,94 km do pavimento da rodovia MG-105, no trecho Pavão – Águas Formosas, kms 174,20 a 194,14. A melhoria viária contribuirá para a trafegabilidade e o escoamento da produção da região para centros consumidores nos municípios de Teófilo Otoni, Jequitinhonha e Araçuaí. As obras também vão beneficiar as cidades de Crisólita, Fronteira dos Vales, Machacalis, Bertópolis e Santa Helena de Minas, todas na região do Mucuri.

A ação permitirá também uma melhor ligação entre os estados de Minas Gerais e da Bahia, reduzindo o tempo de viagem e beneficiando uma população de aproximadamente 25 milhões de pessoas. O total investido pela Codemge nesse convênio é de R$ 10 milhões. Com outro montante, oriundo do DER-MG, no valor de R$ 1 milhão, o investimento do Governo do Estado soma R$ 11 milhões. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em 12 meses.

Por sua vez, o Convênio 10.954/2020 prevê a contratação e a elaboração do projeto de engenharia rodoviária para adequações em pontes do Estado de Minas Gerais. A proposta é verificar as condições, substituindo pontes de madeira por novas estruturas ou reforçando pontes de concreto com restrição de carga, a fim de trazer maior conforto e segurança aos usuários. A iniciativa abarca 11 pontes, nas seguintes localidades:

  • Rodovia LMG-638, entre Riachinho e Garapuava (distrito de Unaí), no Noroeste de Minas, somando quatro pontes;
  • Rodovia LMG-698, entre Cana Brava (distrito de João Pinheiro) e o Entroncamento MG-181, no Noroeste de Minas, duas pontes;
  • Rodovia LMG-714, entre Entroncamento BR-040 e Porto Diamante (na região de João Pinheiro), no Noroeste de Minas, duas pontes;
  • Rodovia LMG-622, entre Serra das Araras (Entroncamento MGC-479, município da Chapada Gaúcha) e Entroncamento para MG-402, no Noroeste de Minas, uma ponte;
  • Rodovia LMG-603, entre Cônego Marinho e Miravânia, no Norte de Minas, uma ponte;
  • Rodovia LMG-747, entre Rio Santo Inácio e Coromandel (Entroncamento MG-188), no Triângulo Norte, uma ponte.

O valor do convênio totaliza R$ 2,5 milhões, sendo R$ 2.272.727,00 provenientes da Codemge e outros R$ 227.273,00 oriundos do DER-MG. O prazo previsto é de 14 meses para que os projetos de engenharia fiquem prontos. A contratação e a execução das obras propriamente ditas serão definidas posteriormente.

Localização estratégica

Minas Gerais conta com a segunda maior rede de rodovias pavimentadas do País (27.657 km). Principalmente devido à sua localização estratégica, as rodovias mineiras funcionam como artérias para a ligação entre as regiões Centro-Oeste/Norte/Nordeste, bem como para as regiões Sul/Sudeste, além do Mercosul. Por esse motivo, o Estado, por meio do DER-MG e com o suporte da Codemge, vem desenvolvendo diversas ações em prol das estradas mineiras.



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Empreendimento de US$ 56 milhões é encabeçado pela Codemge e Oxis Energy

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), e a empresa britânica Oxis Energy acabam de assinar contrato de locação de 15 anos com a Mercedes Benz para instalação de uma fábrica no parque industrial da empresa automotiva em Juiz de Fora, na zona da mata mineira. A Oxis Brasil, nome do empreendimento fruto da parceria, será a primeira fábrica de células de baterias de lítio-enxofre do mundo.

Os trabalhos de adequação do galpão de 20.000 m² que sediará a fábrica começam de imediato, com investimentos da ordem de US$ 56 milhões (cerca de R$ 245 milhões). Os projetos de engenharia estão sendo executados pela Nordika, empresa contratada pela Oxis Energy. A previsão é que a operação se inicie em 2023, com uma produção inicial de 300 mil células de bateria/ano, podendo chegar a 5 milhões/ano. Com o funcionamento da fábrica, serão gerados inicialmente 100 empregos diretos, de alta qualificação.

O município de Juiz de Fora foi escolhido principalmente por sua posição geográfica e facilidades logísticas: a três horas de distância das capitais mineira e carioca; acesso à linha férrea e ao porto do Rio de Janeiro; proximidade de entreposto que simplifica trâmites alfandegários. O local apresenta outras vantagens: trata-se de região com boas escolas e universidades, mão de obra especializada e ampla rede de serviços.

O investimento faz parte das ações da Codemge, desde 2015, para incentivo à indústria de alta tecnologia no Estado. Sobre os benefícios do empreendimento para Juiz de Fora e para Minas, o Diretor-Presidente da Codemge, Dante de Matos, destaca “a transferência de tecnologia, a geração de novos empregos, além da projeção do Estado no cenário econômico internacional em um segmento de vanguarda”. O presidente da Oxis Energy, Huw Hampson-Jones, salienta as oportunidades do mercado de mobilidade elétrica e sustentabilidade, como na aplicação das células em veículos pesados: “Nosso objetivo é auxiliar o governo brasileiro a eliminar todos os ônibus movidos a motores de combustão interna em um período de 25 anos, o que equivale à produção de quatro bilhões de células. O Brasil tem a terceira maior frota de ônibus do mundo, com 700.000 unidades movidas a combustão interna em circulação”, afirma.

Desempenho e aplicações
As células são componentes das baterias, como as utilizadas em veículos elétricos, um dos primeiros mercados a serem focados pela Oxis Brasil. A tecnologia das células foi desenvolvida pela parceira Oxis Energy, empresa britânica de Pesquisa & Desenvolvimento.

Além do segmento de mobilidade, a fábrica atenderá as indústrias de defesa e aeroespacial – de tripulados e não tripulados, drones, transporte público, entre várias outras.

Algumas vantagens das baterias de lítio-enxofre em relação às baterias de íon lítio, mais empregadas no mercado atualmente, são observadas nas aplicações em que o peso é um fator crítico ou a densidade energética elevada é requisitada. As baterias de lítio-enxofre são mais leves e ambientalmente amigáveis, já que não possuem metais pesados em sua formulação. Têm alto valor agregado, embora sejam econômicas, e garantem maior segurança, em comparação a outras baterias. 

Oxis Energy
Fundada em 2005, a Oxis está envolvida no design, desenvolvimento e agora segue em direção à produção comercial das células de lítio-enxofre. Com mais de 43 famílias de patentes, a empresa já garantiu 198 patentes, com mais outras 92 depositadas.

Minas e alta tecnologia
O Governo do Estado e a Codemge têm se dedicado a estimular projetos e oportunidades em setores capazes de revolucionar a economia do estado, como a alta tecnologia.

A Codemge tem promovido investimentos diversificados em novos modelos de negócio e segmentos estratégicos, como biotecnologia e ciências da vida, manufatura aditiva, nanotecnologia, materiais avançados, aeroespacial, defesa e segurança, internet das coisas, eletroeletrônica, telecomunicações, química, ciência e sistemas de computação.



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O P7 Criativo acaba de lançar um portfólio virtual completo, com informações sobre as empresas e profissionais residentes. Acesse aqui o material e conheça empresas e pessoas que atuam na solução de problemas com inovação, talento e criatividade.

O P7 Criativo

O P7 foi criado para projetar Minas Gerais no cenário da indústria criativa no Brasil e no mundo, com a proposta de alavancar novos negócios, gerar mais emprego e renda, além de incentivar a inovação no Estado. Para cumprir a missão de promover negócios que têm a criatividade, a inovação e o conhecimento como ingredientes fundamentais para a geração de valor, o P7 está criando uma comunidade ativa de empresas, empreendedores e profissionais, principalmente de áreas como audiovisual, moda, software e tecnologia da informação, design, comunicação, arquitetura, games, música, pesquisa e desenvolvimento, arte, cultura e gastronomia.

Nesse ambiente diverso, o P7 age como um facilitador, criando sinergia entre empresas, estimulando a inovação e as interações entre profissionais. Oferece também capacitação empresarial, acesso a programas de apoio e mecanismos de financiamento, assessoria em captação de recursos, estudos e pesquisas de mercado, além de uma estrutura de ponta para sediar empresas e projetos. Saiba mais em www.p7criativo.com.br.



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O personagem Bolinho acaba de desembarcar na Rodoviária de BH, trazendo na bagagem leveza, doçura e alegria. A partir deste mês, quem chega à capital mineira pelo Terminal poderá encontrar um espaço mais colorido e aconchegante. Duas pilastras da área de desembarque receberam pinturas da grafiteira Maria Raquel Bolinho, criadora da simpática figura inspirada no formato de cupcakes e presente em vários locais de Belo Horizonte.

“Acho que o Bolinho tem a cara de Belo Horizonte, e será bem legal ter esse símbolo recebendo quem chega de volta à cidade e quem está visitando BH pela primeira vez”, conta a artista mineira. “Minha ideia é que os usuários se identifiquem e se vejam de alguma forma naquelas pinturas, em alguma passagem deles ali pelo Terminal. E, principalmente, que se sintam bem recebidos e acolhidos com muito carinho ao chegar em Belo Horizonte”, completa.

O processo criativo para a pintura do Bolinho na Rodoviária de BH surgiu da própria experiência de vida da grafiteira, nascida em Itabira. “Pensei em resgatar lembranças de momentos que já vivi passando pelo Terminal Rodoviário e que tenho certeza que serão comuns às outras pessoas que passam por lá também”, revela Maria Raquel. Um dos painéis resgata uma memória antiga de quando ela era criança e vinha com a avó passear em Belo Horizonte. “Voltávamos pra Itabira cheias de compras, com um monte de malas e sacolas, e sentávamos aguardando o ônibus chegar”, lembra.

O outro painel mostra dois Bolinhos andando apressados pela Rodoviária. “Ele me lembra momentos recentes em que, muitas vezes, viajei a trabalho e sempre passando pelo Terminal numa correria, equilibrando entre puxar a mala e mexer no celular”, recorda a artista. “A ideia foi de trazer um painel com cores bem fortes, que iluminassem o espaço, e Bolinhos bem grandes, que se destacassem num ambiente que visualmente tem vários elementos”, pontua.

Segundo ela, o trabalho de pintura das duas pilastras foi realizado de modo muito rápido, levando cerca de seis horas para ficar pronto, entre os dias 12 e 13 de maio. Maria Raquel destaca o auxílio da plataforma elevatória e o apoio da equipe de manutenção da Rodoviária como facilitadores para a execução do serviço, contratado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), atual gestora do empreendimento.

Artista Maria Raquel levou cerca de seis horas para concluir as pinturas na Rodoviárua de BH (foto: @more_kc)

Paisagens açucaradas

O personagem Bolinho foi criado em 2009 por Maria Raquel, graduada em Letras e Artes Visuais. O intuito da artista é colorir a cidade e dividir com milhares de pessoas sua paixão por doces, bolos, cupcakes e arte, tornando as ruas mais “açucaradas”. Com cores vibrantes e traços fortes, os desenhos são apresentados nos mais variados suportes artísticos e urbanos.

De acordo com ela, existem milhares de Bolinhos pintados pela capital mineira. Suas criações artísticas estão presentes em espaços como o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, a Cidade Administrativa, o Palácio da Liberdade, a Universidade Estadual de Minas Gerais e a Escola de Saúde Pública de Minas Gerais, além da Rodoviária de BH. O trabalho chegou a ultrapassar as fronteiras mineiras, alcançando também outras cidades do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, e até Buenos Aires, capital da Argentina. Outras informações sobre a obra da grafiteira estão disponíveis no site www.querobolinho.com.br.

O grafite é uma forma de manifestação artística contemporânea de características essencialmente urbanas. Nas artes plásticas, a palavra grafite (ou graffito, em italiano) significa marca feita em um muro, remetendo às inscrições realizadas em paredes desde o Império Romano. Grafismo é a maneira de traçar linhas e curvas sob um ponto de vista estético, constituindo uma forma de expressão incluída no campo das artes visuais, em que o artista cria uma linguagem intencional para interferir na cidade.

Orientações aos passageiros

Em face da pandemia do coronavírus (Covid-19), a Administração da Rodoviária de BH solicita a cooperação dos usuários no sentido de que apenas quem for viajar entre no Terminal durante este período. Após as 23h30, o acesso é restrito a usuários com passagens, com entrada concentrada entre as plataformas D e E.

As empresas de transporte têm adequado linhas de viagem e horários, sendo importante que o passageiro as consulte previamente para confirmar as viagens disponíveis. O uso de máscaras também é imprescindível.

A Rodoviária de BH tem adotado várias medidas preventivas e educativas, em alinhamento com as diretrizes legais e em favor do bem-estar dos usuários. Outras informações estão disponíveis em: www.codemge.com.br/nota-rodoviaria-de-bh-e-coronavirus.



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Matéria da edição de maio/20 da Revista Pesquisa Fapesp, editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, destaca projeto da Codemge, UFMG e CDTN como uma das principais iniciativas de grafeno do país, mercado em ascensão no mundo e grande potencial tecnológico. 

GRAFENO MADE IN BRASIL 

Fábricas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul colocam o país entre os produtores globais do material, considerado de grande apelo tecnológico

Domingos Zaparolli

As duas primeiras plantas industriais brasileiras de grafeno entraram em escala produtiva e trabalham para conquistar os primeiros clientes. O grafeno é um nanomaterial composto de átomos de carbono que possui propriedades como alta condutividade térmica e elétrica, flexibilidade e elevada resistência mecânica. Essas características despertam o interesse de diferentes setores industriais, que podem aplicar o material em uma ampla gama de produtos, como baterias mais leves e com maior tempo de carga, smartphones com telas flexíveis, tintas anticorrosivas, plásticos e borrachas mais resistentes e condutores, ligas metálicas muito leves e tecidos e embalagens com barreira e dissipação térmica. O grafeno foi descoberto em 2004 pelos cientistas de origem russa Andre Geim e Konstantin Novoselov, professores da Universidade de Manchester, na Inglaterra. Seis anos depois, a dupla ganhou o prêmio Nobel de Física por suas pesquisas com o material.

Uma das fábricas pioneiras do material no Brasil é da estatal Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), resultado do Projeto MGgrafeno, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). A outra unidade industrial é o UCSGraphene, fruto de um projeto do Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul (TecnoUCS), no Rio Grande do Sul.

A produção da Codemge está localizada em Belo Horizonte e é realizada por uma equipe multidisciplinar de 59 pessoas, sendo 20 doutores, entre químicos, físicos, biólogos e engenheiros. A fabricação experimental de grafeno teve início em 2018, com uma capacidade de 150 quilos (kg) por ano, volume que desde o final de 2019 tem sido gradualmente ampliado e já alcançou a capacidade de 300 kg anuais.

Ricardo Toledo, diretor de fomento à alta tecnologia da Codemge, relata que o Projeto MGgrafeno é dividido em três fases. A primeira etapa foi o desenvolvimento da rota tecnológica, concluída com a produção de 150 kg anuais. A segunda, em implementação, é o estabelecimento da capacidade de produzir em escala. A meta é ultrapassar a marca de 1 tonelada por ano em 2021. A terceira fase envolve o estabelecimento de acordos comerciais com empresas que vão desenvolver junto com a Codemge aplicações para o grafeno.

“Nosso modelo de negócio não prevê a comercialização de grafeno, como uma commodity, mas parcerias com empresas interessadas, que vão desenvolver produtos que utilizam grafeno na sua formulação”, explica Toledo. A estratégia implica customizar o grafeno fornecido. “Idealmente, nossos parceiros precisam ser companhias com uma área estruturada de P&D [pesquisa e desenvolvimento], com capacidade de interagir com nossos pesquisadores, que estabelecerão as especificações do grafeno para cada aplicação”, destaca a coordenadora de Projetos de Pesquisa da Codemge, Valdirene Peressinotto.

O objetivo inicial da Codemge é estabelecer parcerias com 15 empresas de segmentos distintos de mercado. Cinco, cujos nomes são mantidos em sigilo, já foram definidas e estão em fase de negociação contratual. São uma empresa têxtil, uma siderúrgica, um fabricante de tintas anticorrosivas, um produtor de filmes plásticos para embalagens e uma indústria de manufatura aditiva, ou seja, que produz itens por impressão tridimensional (3D). A Codemge também possui negociações avançadas com sua parceira na produção de células de baterias para veículos elétricos, a inglesa Oxis Energy.

Até o momento, o Projeto MGgrafeno recebeu investimentos de R$ 55,3 milhões, bancados pela Codemge. A produção industrial demandará investimentos de mais R$ 70 milhões, recursos que a estatal prevê conseguir com um sócio estratégico – ainda em negociação.

O Projeto MGgrafeno teve início em 2016 com a decisão da Codemge de agregar valor ao grafite produzido em Minas Gerais – o material é o insumo básico do grafeno. O Brasil é o terceiro produtor mundial de grafite, com uma produção de 96 mil toneladas em 2019, segundo relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Minas Gerais responde por 73% da produção brasileira. O grafite é comercializado na faixa de mil dólares  a tonelada. O preço do grafeno varia conforme sua especificação, chegando a 500 ou mesmo mil vezes esse valor.

Unidade de produção da fábrica-piloto do projeto MGgrafeno, em Belo Horizonte (foto: Eugenio Sávio)

O processo de produção de grafeno adotado pela Codemge é o de esfoliação química do grafite natural. O grafite é um mineral lamelar, formado pelo empilhamento de lâminas de grafeno – 1 milímetro de grafite possui 3 milhões de camadas de grafeno. A esfoliação química corresponde basicamente a separar essas lâminas e mantê-las isoladas e estáveis. O processo ocorre com o uso de solventes – no caso da Codemge, água com alguns aditivos. A etapa seguinte é a separação do produto, a concentração e a secagem. “Nosso processo permite a produção em escala, com custo relativamente baixo e um aproveitamento superior a 90%. Quase não gera resíduos”, afirma a pesquisadora do CDTN Clascídia Furtado.

Outra vantagem da esfoliação química é a obtenção de grafenos com diferentes números de camadas e tamanhos laterais, o que proporciona a sua incorporação em diversas formulações e sua disposição sobre superfícies e na forma de filmes, fibras e membranas. A fábrica da Codemge produz dois tipos de grafeno: o grafeno de poucas camadas, entre 1 e 5, o mais valorizado no mercado, e as nanoplacas de grafeno, que têm entre 5 e 10 camadas. Os resíduos do processo são utilizados para fabricar 2,6 toneladas anuais de nanografite.

O físico Flávio Plentz, do Departamento de Física da UFMG e pesquisador do Projeto MGgrafeno, afirma que o grupo conseguiu superar os obstáculos que afetam a ainda incipiente indústria internacional de grafeno. “Temos um material disponível, com reprodutibilidade e confiabilidade.” Segundo o físico, os produtos disponíveis no mercado internacional apresentam diferenças de lote para lote – não há uma uniformidade na produção. Os produtores não fornecem uma folha de dados, com a caracterização técnica do produto, como tamanho, espessura e número de camadas.

“Estabelecemos um protocolo de qualificação científica do grafeno pioneiro no mundo. Nossos parceiros comerciais têm acesso à folha de dados. Eles sabem exatamente o produto que vão encontrar e quais características contratadas serão entregues”, conta Plentz. Essa regularidade produtiva já chamou a atenção de três grupos internacionais que abriram negociações para ter acesso ao produto.

No Rio Grande do Sul, a unidade UCSGraphene entrou em operação em março. O valor do investimento, bancado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), instituição Comunitária de Educação Superior, não foi divulgado. “Nosso grafeno é do tipo standard, também conhecido como pilhas de folhas, que são nanoflakes [nanoflocos] que têm entre 30 e 100 camadas de grafeno. E também produzimos nanoplaquetas, abaixo de 30 camadas”, afirma Diego Piazza, coordenador do projeto e pesquisador do TecnoUCS. Segundo ele, a capacidade produtiva inicial é de 500 kg por ano, volume que poderá ser estendido para 5 mil kg anuais, acompanhando o aumento da demanda.

A produção de grafeno resulta de um projeto de mais de 15 anos da UCS. Nesse período, a instituição desenvolveu diferentes rotas produtivas. Em 2018, após uma análise de mercado, a UCS concluiu que estava diante de uma boa oportunidade e resolveu acelerar o processo por meio da contratação de uma consultoria internacional. Os equipamentos e o processo produtivo, por meio de esfoliação química, o mesmo da planta mineira, foram adquiridos sob orientação dessa empresa.

“Nosso foco está dividido em três frentes: produção, caracterização e desenvolvimento de aplicações do grafeno”, diz Piazza. Entre os estudos realizados na universidade estão o uso de grafeno em materiais compósitos (polímeros, cerâmicas e metais), equipamentos de proteção mais leves e robustos, e revestimentos avançados, como produtos para a absorção de óleo, com potencial de uso em vazamentos de petróleo no mar.

A primeira parceria foi estabelecida com a fabricante gaúcha de carroceria de ônibus Marcopolo. Seu interesse é por compósitos de alumínio e grafeno para fabricar peças mais leves e resistentes. “Estamos em estágios diferentes de negociação com potenciais usuários de grafeno”, conta Piazza. O UCSGraphene optou por um modelo flexível de atuação no mercado. Pode apenas realizar a venda de grafeno para os interessados ou estabelecer parcerias de desenvolvimento de aplicações do material.

O relatório “O mercado global de grafeno”, divulgado em 2019 pela consultoria Research and Markets, informa que existem 200 companhias no mundo que produzem materiais que utilizam grafeno ou estão desenvolvendo produtos que incorporam grafeno, a maioria na América do Norte, Europa, China e Austrália. A estimativa é de que esse mercado cresça 30% ao ano e chegue a US$ 250 milhões em 2025.

O físico Thoroh de Souza, criador do Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias (MackGraphe) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, diz que produzir grafeno em escala e manter a qualidade do material é um grande feito, mas é apenas o primeiro elo da cadeia produtiva. Apoiado pela FAPESP, o MackGraphe foi o primeiro centro de pesquisa sobre o material na América Latina, criado em 2013.

O passo seguinte, introduzir o grafeno na formulação de produtos, também não é trivial. “É preciso muito trabalho para converter as propriedades adequadas do grafeno para cada produto e de uma forma que esses produtos façam diferença na vida das pessoas”, diz o pesquisador. Executar essa tarefa inspirou Souza a criar a startup Dream Tech Nanotechnology. Em operação desde julho de 2018, ela desenvolve aplicações de grafeno customizadas para possíveis clientes industriais – até o momento tem elaborado projetos nas áreas de cosméticos e automotiva. Segundo Souza, as possibilidades de novas aplicações para o grafeno são inúmeras. “Em breve teremos produtos high tech concebidos com o uso do grafeno, como células solares e sensores de inteligência artificial”, afirma.

Fonte: Revista Fapesp – Clique aqui e acesse a matéria completa



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Dados do balanço da movimentação de passageiros e de ônibus ocorrido no Dia das Mães em 2020, bem como seu comparativo com os anos anteriores (2019 e 2018), estão disponíveis aqui. Como impacto do distanciamento social causado pela prevenção ao coronavírus (Covid-19), a Rodoviária de BH registrou queda de 77% no número de partidas e de chegadas, em comparação com 2019. Além disso, houve redução de 86% no volume de embarques e de 85% de desembarques, em relação à movimentação no ano anterior.



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A expectativa da Rodoviária de BH para este final de semana, em face da comemoração pelo Dia das Mães (10/5), é que sejam realizadas em média, 130 partidas diariamente, entre os dias 7 e 11/5, com previsão diária de 1.640 passageiros embarcando. Quanto às chegadas, a expectativa é de que 124 ônibus por dia cheguem ao Terminal, com 1.569 passageiros desembarcando diariamente, nesse período.

Em relação a 2019, a expectativa, em 2020, é de que, para o mesmo período (7 a 11/5), a Rodoviária registre uma redução de 79% nas partidas, de 89% no número de embarques, de 80% nas chegadas e de 87% no volume de desembarques.

Como impacto do distanciamento social devido à pandemia do coronavírus (Covid-19), a Rodoviária de BH opera com redução de 81% no número de suas partidas programadas e de 83% para as chegadas. Quanto à movimentação de passageiros, o Terminal registra, atualmente, redução de 90% no número de embarques e de 91% de desembarques, comparado com a média de um dia normal.



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