Governo de Minas realiza leilão para construção da ponte entre Cássia e Delfinópolis

15 de abril de 2026

Iniciativa terá alcance regional, beneficiando mais de 300 mil pessoas em cerca de 50 municípios mineiros

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), realizou, nesta terça-feira (14/4), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, o leilão para a concessão destinada à implantação, gestão, operação e manutenção de uma ponte que vai ligar os municípios de Cássia e Delfinópolis, no reservatório da Usina Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes, no Sul de Minas. 

O vencedor foi o Consórcio Ponte Delfinópolis, que ofereceu o maior desconto na contraprestação mensal máxima a ser paga pelo Poder Concedente à concessionária, no valor de R$ 851 mil, o que representa um deságio de 15,10%.  

“Essa Parceria Público-Privada (PPP) representa mais do que o fechamento de um ciclo, é o início de um novo modelo que defendemos no Estado, ampliando investimentos em infraestrutura. Em um país que precisa avançar em projetos de médio e pequeno porte, é fundamental superar a ideia de que o poder público é um provedor infinito. Estamos abrindo um novo corredor de escoamento, impulsionando o turismo e gerando oportunidades, com a certeza de que esse contrato trará progresso para toda a região”, afirmou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões.  

Com 1.280 metros de extensão, a estrutura vai encerrar décadas de distanciamento entre as duas cidades e melhorar significativamente a mobilidade na região. A expectativa é de que cerca de 780 veículos sejam beneficiados diariamente, volume que representa mais da metade do fluxo atual das travessias locais.  

O contrato de concessão terá prazo de 30 anos, com investimentos estimados em R$ 221,4 milhões. 

Além de impactar diretamente os dois municípios ligados pela ponte, a iniciativa terá alcance regional, beneficiando mais de 300 mil pessoas em cerca de 50 cidades mineiras, ao fortalecer a integração logística e ampliar a conectividade no Sul de Minas.

“Hoje, estamos entregando um verdadeiro sonho. Essa ponte vai mudar, de fato, a vida das pessoas. Estamos promovendo a conexão de toda a região com desenvolvimento econômico e novas oportunidades”, destacou o secretário de Estado adjunto da Seinfra, Pedro Calixto. 

Atualmente, a ligação entre os municípios é realizada por meio de balsas, o que impõe desafios logísticos, operacionais e de segurança. Longas filas são frequentes, sobretudo em períodos de alta temporada, agravando ainda mais o tempo de deslocamento e prejudicando a circulação de moradores e visitantes, além do escoamento da produção.

Mesmo em condições ideais, sem filas, a travessia leva cerca de 30 minutos. Com a implantação da ponte, esse tempo será reduzido para aproximadamente dois minutos, representando um ganho expressivo de eficiência e qualidade de vida para a população.

A limitação de acesso também afeta o alcance a serviços essenciais, como saúde e educação, e restringe o potencial produtivo da região, que se destaca pela vocação agrícola e turística ainda pouco explorada.

“Esse é também um marco histórico para a estruturação de projetos do Estado. É o primeiro projeto de rodovias estruturado 100% pelos times da Seinfra e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), sem consultores contratados”, ressaltou a diretora de Infraestrutura e PPP da Codemge, Fernanda Alen. 

O processo também contou com a participação da Eletrobras, atual responsável pela operação e manutenção das balsas que realizam a travessia. 

Cronograma 

Após a assinatura do contrato, a concessionária vencedora terá até 24 meses para a elaboração do projeto executivo. A previsão é de que a ponte seja concluída e entregue à população até 2030. 

Histórico 

A travessia por balsas no Lago de Mascarenhas de Moraes foi adotada como solução emergencial após a formação do reservatório, entre as décadas de 1950 e 1960. Ao longo dos anos, o serviço passou a operar sem padronização e com limitações estruturais, muitas vezes com embarcações obsoletas, o que reforça a necessidade de uma solução definitiva para a mobilidade na região. 

(Agência Minas)