Iniciativa na Bacia do Rio Doce vai avaliar soluções para ampliar a coleta e melhorar o tratamento e a destinação dos resíduos

O Governo de Minas iniciou, nesta segunda-feira (26/10), o processo para estruturação do Projeto de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos para 200 municípios mineiros da Bacia do Rio Doce. A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), é responsável pelo acompanhamento técnico dos trabalhos.
A iniciativa integra o Programa de Saneamento do Acordo de Reparação do Rio Doce. O escopo prevê a estruturação de até seis concessões ou parcerias público-privadas (PPPs) para ampliar o acesso aos serviços e erradicar problemas como disposição final irregular e em lixões.
A Codemge atua na gestão, acompanhamento e avaliação dos estudos técnicos, em apoio ao Comitê Orientador de Saneamento de Minas Gerais. Para isso, contratou o Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas da Caixa Econômica Federal (FEP Caixa), que contratou a IFC, responsável pela coordenação das consultorias especializadas.
Para a diretora de Infraestrutura e PPPs da Codemge, Fernanda Alen, a cooperação entre as instituições é essencial para transformar os estudos em benefícios para a população.
“A conclusão da estruturação desses projetos não será o fim do programa, mas o início de uma mudança de realidade que todos esperamos. A Codemge participa desse esforço com apoio técnico e operacional e com a contratação de estruturadores com vasta experiência. Nosso compromisso é com a continuidade do trabalho e com a construção de soluções que contribuam para reparar promover o desenvolvimento do estado”, afirma.
Ampliação do atendimento
O diagnóstico preliminar aponta que cerca de 400 mil pessoas na bacia ainda não têm acesso à coleta de resíduos. Dos 200 municípios, apenas 37 possuem coleta seletiva, 28 destinam resíduos a lixões e outros 12 utilizam áreas sem regularização adequada.
A gerente de Infraestrutura Econômica da Codemge, Marcela Dantés, apresentou os aspectos técnicos do projeto e destacou a atenção aos municípios de pequeno porte. Na região, 127 têm menos de 10 mil habitantes.
“Nosso desafio é olhar para os municípios de pequeno porte e entender como podemos solucionar os problemas que eles enfrentam. A regionalização permite melhorar a logística, compartilhar infraestrutura e ganhar escala na prestação dos serviços, com melhor uso dos recursos. Nossa meta é a universalização”, explica.

Recursos para saneamento
O Acordo de Reparação do Rio Doce prevê R$ 11 bilhões para saneamento em Minas Gerais e no Espírito Santo. Desse total, R$ 7,54 bilhões são destinados aos 200 municípios mineiros da bacia.
Os recursos abrangem abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos urbanos e macrodrenagem.