Com atuação da Codemge, Minas inicia estruturação de projeto de resíduos sólidos para 200 municípios

27 de outubro de 2026

Iniciativa na Bacia do Rio Doce vai avaliar soluções para ampliar a coleta e melhorar o tratamento e a destinação dos resíduos

O Governo de Minas iniciou, nesta segunda-feira (26/10), o processo para estruturação do Projeto de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos para 200 municípios mineiros da Bacia do Rio Doce. A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), é responsável pelo acompanhamento técnico dos trabalhos.

A iniciativa integra o Programa de Saneamento do Acordo de Reparação do Rio Doce. O escopo prevê a estruturação de até seis concessões ou parcerias público-privadas (PPPs) para ampliar o acesso aos serviços e erradicar problemas como disposição final irregular e em lixões.

A Codemge atua na gestão, acompanhamento e avaliação dos estudos técnicos, em apoio ao Comitê Orientador de Saneamento de Minas Gerais. Para isso, contratou o Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas da Caixa Econômica Federal (FEP Caixa), que contratou a IFC, responsável pela coordenação das consultorias especializadas.

Para a diretora de Infraestrutura e PPPs da Codemge, Fernanda Alen, a cooperação entre as instituições é essencial para transformar os estudos em benefícios para a população.

“A conclusão da estruturação desses projetos não será o fim do programa, mas o início de uma mudança de realidade que todos esperamos. A Codemge participa desse esforço com apoio técnico e operacional e com a contratação de estruturadores com vasta experiência. Nosso compromisso é com a continuidade do trabalho e com a construção de soluções que contribuam para reparar promover o desenvolvimento do estado”, afirma.

Ampliação do atendimento

O diagnóstico preliminar aponta que cerca de 400 mil pessoas na bacia ainda não têm acesso à coleta de resíduos. Dos 200 municípios, apenas 37 possuem coleta seletiva, 28 destinam resíduos a lixões e outros 12 utilizam áreas sem regularização adequada.

A gerente de Infraestrutura Econômica da Codemge, Marcela Dantés, apresentou os aspectos técnicos do projeto e destacou a atenção aos municípios de pequeno porte. Na região, 127 têm menos de 10 mil habitantes.

“Nosso desafio é olhar para os municípios de pequeno porte e entender como podemos solucionar os problemas que eles enfrentam. A regionalização permite melhorar a logística, compartilhar infraestrutura e ganhar escala na prestação dos serviços, com melhor uso dos recursos. Nossa meta é a universalização”, explica.

Recursos para saneamento

O Acordo de Reparação do Rio Doce prevê R$ 11 bilhões para saneamento em Minas Gerais e no Espírito Santo. Desse total, R$ 7,54 bilhões são destinados aos 200 municípios mineiros da bacia.

Os recursos abrangem abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos urbanos e macrodrenagem.