Projetos para melhoria do abastecimento hídrico e da produção agrícola em Minas Gerais avançam

4 de fevereiro de 2026

Norte de Minas, Bom Despacho e região serão contemplados com projetos para fortalecer segurança hídrica e áreas irrigadas

Estão em andamento estudos para elaboração de projetos de concessão que buscam fortalecer a segurança hídrica no Norte de Minas, e em Bom Despacho e região. O propósito dessas PPPs é levar uma solução eficaz que proporcione o uso sustentável da água para os municípios envolvidos.

Para isso, estão sendo elaborados trabalhos técnicos, socioambientais, econômicos e regulatórios para modelagem do projeto de concessão da Barragem de Congonhas, no município de Grão Mogol (Norte de Minas) e para estruturação do Projeto de Concessão/PPP da Adução do Rio Picão, em Bom Despacho.

“Esses projetos estão inseridos no papel estratégico da Codemge que é de fazer Minas crescer e beneficiar os mineiros. Os estudos estão sendo concebidos dentro de uma visão sistêmica, cuidadosa e integradora, em favor do desenvolvimento regional e da melhor qualidade de vida para a população local. É assim que a Companhia atua de forma direta para contribuir com o abastecimento hídrico e produção agrícola das regiões mencionadas.”, afirma Gabriel Fajardo, diretor de Concessões e Parcerias.

Barragem Congonhas

Para o gestor, a construção da barragem de Congonhas busca resolver uma questão que há muito tempo aguarda por uma solução efetiva em relação ao uso do recurso hídrico. “É para isso que a Codemge está trabalhando. Com um corpo técnico qualificado, a Companhia está estruturando um projeto que busque sanear essa lacuna e proporcionar uma melhor qualidade de vida para os moradores da região norte”, conclui.

A medida vai beneficiar diretamente as cidades de Montes Claros, Grão Mogol, Cristália, Itacambira e Botumirim.

O projeto de concessão da barragem no rio Congonhas tem como premissa o uso múltiplo, visando a produção de alimentos e irrigação agrícola, o consumo humano e público, além do turismo, promovendo a geração de empregos e o desenvolvimento da região. A proposta é que isso seja realizado por meio de investimento privado e gestão profissional de um operador qualificado.

A licitação está prevista para dezembro de 2026.

Projeto Hidroagrícola do Vale do Rio Picão 

Fajardo ainda explica que o projeto para concessão de construção da adutora  do Rio Picão além de garantira segurança hídrica, vai transformar  a capacidade produtiva da região e impulsionar  o desenvolvimento socioeconômico sustentável por meio de obras de captação, condução e adução de água do Rio São Francisco até a calha do Rio Picão, possibilitando o uso múltiplo da água para irrigação, abastecimento urbano e preservação ambiental.

Para todos verem – foto do Rio Picão

Atualmente, apesar do elevado potencial produtivo com solos férteis e relevo propício à mecanização, a região dispõe de apenas 1.373 hectares irrigados. Com a implantação do projeto, espera-se um salto estrutural de produtividade, permitindo a transição para 2 a 3 safras por ano, com aumento expressivo da produção por hectare, viabilização de culturas de maior valor agregado e consolidação da agricultura mecanizada em até 10 mil hectares.. As ações incluem ainda o desassoreamento e readequação da calha do rio, com redução de enchentes e maior regularidade hídrica.

“Com a concretização da adutora, a expectativa é multiplicar a capacidade produtiva da região, ampliar a renda dos produtores, gerar empregos permanentes e garantir o fornecimento sustentável de água para consumo humano, reduzindo os impactos da escassez hídrica e promovendo o desenvolvimento social e econômico, de forma equilibrada, eficiente e ambientalmente responsável”, ressalta o diretor.

A licitação está prevista para fevereiro de 2027.